Entre Nós #6
- Beatriz Samaia
- 4 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Oi meninas, Durante essa semana fiz uma reflexão, que até compartilhei nas minhas redes sociais, sobre os castelos que construímos na vida.
Alguns são de areia: bonitos por fora, mas frágeis, instáveis, moldados por expectativas externas ou pela pressa de quem quer mostrar algo antes de viver de verdade.
Outros, quando conseguimos enxergar além do agora, são castelos que apontam para a eternidade, mesmo que sejam invisíveis aos olhos de fora. São construídos com materiais de qualidade como intenção, presença, fé. Às vezes surgem em pequenos gestos que só nós vemos: uma oração sussurrada no caos do dia, um silêncio escolhido ao invés da resposta atravessada, um olhar de amor mesmo quando o cansaço já ocupou todo o corpo.
E aí vem o ponto que tenho meditado com mais profundidade nos últimos tempos: como anda a nossa identidade? Quem somos, por inteiro, longe das exigências do mundo?
Tenho percebido como a nossa identidade como mulheres tem sido constantemente fragmentada. Uma parte para agradar, outra para dar conta, outra para parecer forte, outra para não parecer demais. O mundo moderno nos empurra para uma performance... e, quando vemos, já não sabemos onde termina o papel e onde começa a essência. Vocês também sentem isso?
Edith Stein foi uma voz forte e profunda que trouxe muitas reflexões e ensinamentos sobre a essência da mulher. Eu sou muito inspirada por ela e, de certa forma, ela traz esse chamado de recuperar nossa inteireza como mulher. Nos reconhecer não apenas como mães, esposas ou profissionais, mas como filhas de Deus, com uma identidade que precede os papéis, as demandas e os rótulos.
E quando a gente começa a reconstruir esse lugar interior, tudo se transforma. Especialmente nossa maternidade e a forma como nos relacionamos com os nossos lares.
Outra coisa muito especial dessa semana é que completamos a primeira semana do nosso Devocional de Férias: Tempo de Paz. E tem sido mais do que um projeto: tem sido uma âncora para mim. As frases que lemos pela manhã, as pequenas meditações, as jaculatórias… têm me ajudado de verdade nos momentos difíceis. Não para evitar as batalhas internas, mas para vivê-las com direção. Quando o coração começa a acelerar, quando a paciência ameaça escapar, quando a dúvida quer entrar, ter uma intenção já firmada faz muita diferença.
Esse devocional nasceu simples, mas está florescendo em mim com força. E espero que em vocês também. Porque, no fim, o que mais precisamos é de direção para o lugar certo, o céu. De presença. De raiz. De eternidade.
Seguimos juntas meninas, com amor e fé. Com carinho,
Beatriz

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